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Portal
da Cidade de João Pessoa
Não pretendo, neste espaço,
um jornal eletrônico da cidade. Não tenho estrutura
para isto. A idéia é homenagear a cidade onde vivo,
escrevendo sobre sua história, suas belezas naturais, seu
povo e suas tendências. Os textos com assuntos do belo ao
bizarro seguirão, sempre, uma linha conceitual do cidadão
vivendo a sua cidade.
Carlos Roberto Leite Guedes em 08-02-08
Veja detalhe da barreira
do Cabo Branco em foto tomada no dia 10/08/09. Nada foi mobilizado
nesse sentido até o dia 10/08/10 pela Prefeitura Municipal.
A maré vem, progressivamente, tomando bom pedaço da orla aos
pequenos comerciantes da Praia do Seixas. Num bate-papo informal com alguns
proprietários, eles alegaram não dispor de terreno para a retração
das palhoças. Alguns proprietários já trancaram as portas,
aguardando a implantação da "ilha de apoio ao turista",
prometida pela prefeitura para 2010. Veja a situação
em 05/08/09.
A reforma dos galpões do Mercado Central
inicialmente motivou a revolta
de alguns comerciantes que perderam investimentos em pontos incrementados
ao longo
de muitos anos. Mas, sem dúvida, as instalações
atuais propiciam aos usuários
um melhor atendimento e satisfação num ambiente
livre da sujeira e promiscuidade que existiam há mais
de 30 anos.
A
caminhada matinal
O hábito
da caminhada matinal na orla de Tambaú, Cabo
Branco e Manaíra entranhou no pessoense. Diariamente,
das 5 às
8 horas da manhã,
o tráfego é fechado e,
pouco a pouco, juntam-se mais e mais pessoas a essa tribo.
A essas tribos, melhor dizendo, pois, além da expectativa
de uma vida saudável, são
vários os interesses demonstrados nas caminhadas pelas
dondocas, "fitnessers",
leopardos, gazelas, naturebas e, como não
poderiam faltar, os corujas que gastam suas energias movimentando
cansativamente o globo ocular... A caminhada tornou-se uma cultura
local e vem "contaminando" outros
bairros, a exemplo de Mangabeira que dedicou a Av. Hilton Souto
Maior para esse fim.
D.
PEDRO II
o gargalo continua
Apesar da reforma efetuada com
mais duas faixas e o pontilhão em toda a sua largura,
o corredor da
Av. D. Pedro II
continua lento, pois entre as 07:30 e 09:00 recebe a maior parte
do fluxo de Mangabeira, Valentina e Bancários em direção
ao centro da cidade.
Como se vê na foto, tomada às 08:58 do dia 08-03-10,
a paralização do tráfego na passarela
da D. Pedro II ocorre em função do semáforo
existente na Av. N.S. de Fátima, setecentos metros à frente.
O "graffiti" é uma
forma de expressão criada
na década de 1960. O grafiteiro
procura interferir no espaço urbano para se expressar sobre
as coisas que o cercam, seja homenageando ou denunciando. De
uma forma ou de outra, o fato é que deixam a cidade mais
bonita. Há grafiteiros
de primeira linha em nossa cidade, geralmente anônimos e
esquecidos pela mídia. Em junho/08 o Professor Pedro Nunes
(UFPB) apresentou o trabalho "Graffiti: Visualidades Urbanas" no
SESC-Centro, onde fotos e vídeos mostram o trabalho de
Shiko, Mumia e Gigabrow.
Centro Histórico - através do Convênio
Brasil-Espanha para Revitalização da Cultura Ibérica,
os sobrados da Praça Antenor Navarro
foram restaurados em 1999 abrigando bares, cafés, e
lojas de artesanato que sobreviveram até 2003. O programa
tem escorregado em alguns pontos básicos, como os
casarões
multicoloridos que não traduzem
os costumes locais e seguem padrões já utilizados
noutras cidades antigas brasileiras. Atualmente
o local é palco
de eventos propostos pela Prefeitura Municipal e ONGs que tentam
um soerguimento econômico-cultural do bairro do Varadouro
com uma política
voltada para a massa "convidada", enquanto o morador
do bairro, nota-se claramente, porta-se como um estranho no ninho.
O programa não conseguiu, ainda, integrar o elemento
humano local. Fóra dos eventos, quem quer que se aventure
por seus quarteirões à noite
viverá emoções dignas dos filmes de Hitchcock.
Em 2008, em seu aniversário de 423
anos, a cidade ganhou a Estação Ciência
Cabo Branco, espaço pretendido para apoio à cultura.
A obra é um projeto do arquiteto Oscar Niemayer.
Jardim Botânico - Prefeitura
cumpre sentença
e remove, parcialmente, ocupações irregulares no
entorno da área de
preservação do Jardim Botânico, com a entrega
de 250 novas casas às famílias que estavam ocupando
irregularmente a área de preservação. Leia
aqui a matéria (01-02-10) completa do Ministério Público
Federal.
Vez
por outra algum intelectual, artista ou representante comunitário
levanta essa bandeira. Em março
de 1999 o Sr. João Fernandes, deputado estadual pelo PSDB,
enviou à Assembléia Legislativa sua proposição
para um plebiscito estadual sobre o assunto. Os jornais, rádios
e canais de TV, a nível estadual, divulgaram matérias
a respeito. O assunto foi, durante longo tempo, o prato do dia
no Ponto de Cem Réis, "a boca mais quente da cidade".
A proposição foi engavetada.
Em 2007 o movimento voltou com força
total impulsionado pelo vereador Eduardo Fuba. Segundo ele "...a
sociedade é que
deve escolher o nome da capital paraibana...". Apesar de ter
feito uma boa administração, combatendo
o coronelismo e moralizando as leis tributárias, o cidadão
João
Pessoa de Albuquerque construiu toda a sua vida no Recife e no
Rio de Janeiro até ser indicado pelo tio (Epitácio
Pessoa, então
presidente do Brasil) para governar a província da
Paraíba.
O político João Pessoa não tivera, até então,
qualquer envolvimento com a cidade e o estado. (fonte:
Jornal o Norte, edição de 03/11/2007).
Os defensores da mudança
argumentam que
- " ...
o nome João Pessoa em nada caracteriza a cidade. A morte
do interventor ocorreu por motivos passionais e sem vínculo
político-partidário que envolvesse o interesse
do Estado...."
- " ... cidade com nome de gente não
prospera, supostamente, em função da política
praticada por famílias rivais quando estão no poder..."
- " ...
associar o nome da cidade a um ponto geográfico como o
Cabo Branco é de
importância fundamental para a cidade, inclusive com incremento
do turismo local..."
- "... o nome atual é resultado da exploração emocional
utilizada por correligionários em função do atentado e consequente
assassinato..."
Eu sou favorável
ao plebiscito para mudança do nome da cidade. Assim, mantenho uma
enquete desde 2003 com nomes
alternativos,
a qual
deverá servir como termômetro do movimento teor desta
matéria. Se você acha o assunto interessante... veja
o resultado parcial da enquete e vote! os paraibanos
agradecem a sua participação.
As faixas
e links aqui listados espelham, tão
somente, o meu respeito pelo trabalho dos que fazem
essas empresas
e entidades. Portanto, não têm remuneração
nem sofrem qualquer relação de amizade.