1930- raça Álvaro Machado

 


 


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CAIXA D'ÁGUA E MOCIDADE - dois personagens folclóricos que ninguém esquece pela rivalidade que mantinham entre si. Existiam-lhes alguns pontos em comum: a graça, a simpatia, o gosto pela fama e pela cachaça. Ambos já foram para outra dimensão.

Caixa D'Água foto-arquivo:WEBManoel José de Lima foi um poeta natural de Cruz do Espírito Santo, residiu em João Pessoa desde os 10 anos e era popularmente conhecido como Caixa D'Água. Gabava-se de, igual ao Comendador Renato Ribeiro, sempre vestir terno de linho branco (às vezes nem tão branco devido à singeleza de suas finanças) e tornava-se incoveniente pela insistência em declamar seus versos, mesmo quando não convidado ao evento. Reconhecido boêmio, era assíduo na Churrascaria Bambu, ponto de encontro dos notívagos pessoenses nas décadas de 1960/70. Certa madrugada, trocando os passos ao retornar para casa, teve dificuldade em enfrentar a subida da Ladeira da Borborema e arrotou um poema que perduraria entre seus colegas de carraspana: "Ladeira da Borborema / tu sois mais alta do que eu / mas eu posso subir em tu / e tu num pode subir ineu"; autor de 15 livros entre crônicas e poemas (faleceu em 2006) foi homenageado pela Prefeitura Municipal com uma estátua na Praça Aristides Lobo.

Mocidade foto-arquivo:WEBJoão Costa e Silva, conhecido como Mocidade, foi um verdadeiro tribuno popular. Seu apelido veio do hábito de iniciar seus discursos com um "Mocidade da minha terra...". Tinha um vocabulário extenso, pois lia muito e não perdia oportunidade para soltar o verbo, o que lhe gerou dividendos junto ao governador João Agripino, admirador de uma boa oratória. Mocidade sempre achava uma maneira de discursar num evento público, o que gerava conflitos e constrigimento entre os organizadores. Tinha predileção por enterros, onde tecia longos comentários e elogios ao morto mesmo sem conhece-lo. Certa feita, durante a ditadura militar, juntou-se ocasionalmente a uma passeata de estudantes que protestavam contra ações Brasil x EUA e pediu a palavra. Tascou uma artilharia verbal contra o governo. No dia seguinte o governador mandou solta-lo.

Tião Lucena, no post 16 do seu blog, comenta sobre Abmael Morais "como um dos jornalistas mais inspirados que a Paraíba já teve: morreu novo, mas viveu o bastante para sair daqui desta vida sem lamentações. Viveu como quis, fez o que quis, era um anarquista." Certa vez foi despedido do jornal estadual (A União) porque enfrentou o governador Burity com artigo no qual pressionava por aumento salarial para a classe, onde encerrava com a sentença "Bura, no meu você não bota não".

Mesmo em tempos de vacas magras ele morria mas não deixava de luxar. Cobrador que o procurasse tinha que pedir licença para fazer a cobrança, senão não era atendido. Como aconteceu naquela vez no Driv-In, conhecido restaurante na Av. Epitácio Pessoa. O pendura lá nas nuvens, Abmael tomando o seu gin com tônica, já ia na décima lapada quando o garçon o interpelou: "Jornalista, e o pendura?" Abmael o olhou com aquele ar superior e determinou: "Traga os meus vales". Animado, o garçon foi ao bar e voltou com uma enorme massaroca de papéis. Abmael olhou um por um e mandou o garçon somar. Feita a soma, pediu o total e assinou embaixo, ordenando: "Agora está tudo atualizado. Leve isso e bote embaixo a conta de hoje".

Vassoura foto-arquivo:WEBVassoura - Maria Isabel Bandeira era natural de Gurinhém, residindo por várias décadas em Santa Rita (Grande João Pessoa) e era muito conhecida dos pessoenses entre os anos 1960 e 1980. Portando um apito, calçando galochas, vestindo cores fortes e a bandeira nacional como manto, costumava montar sua égua e sair apitando pelo centro da cidade. Ao ouvir as pessoas gritarem - vassoooura! - respondia-lhes de pronto: É A MÃÃÃE SEU FELA DA PUTA!!!. Essa situação ecoava em grande parte do seu trajeto e, se identificado, o insultante poderia ser perseguido por uns bons galopes. # Ninguém esquece a velha senhora, sem saltar do cavalo, adentrando o Palácio do Governo para cumprimentar o governador... # Não raro, dependendo da magnanimidade momentânea, ela autorizava a si o controle do tráfego em determinada esquina e - pasmem!... - os motoristas contribuíam obedecendo aos comandos de parar/prosseguir até que ela se retirasse. Era uma situação hilariante para motoristas e pedestres, com a ressalva de nunca ter havido acidentes ou prejuízos. # A melhor história é contada por José de Arimatéa Santana em seu livro "Santa Rita e seus vultos folclóricos": Isabel estava tão condicionada às provocações das pessoas que, certo dia, entrou num ônibus e sentou-se no banco traseiro. Passados alguns minutos, impacientou-se por não ter sido notada... sacou o apito e iniciou uma zorra que durou até o final da viagem. Vassoura faleceu em 2000 no Lar da Providência.

 


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